domingo, 6 de junho de 2010

XANGÔ É VISITADO PELOS 15 ODUS E FICA RICO




No princípio do mundo,
Quinze odus reunidos foram procurar os babalaôs
Para saber o que fazer para melhorar a vida.
Foram todos os “odus” menos Xangô, que era um deles.
Xangô não foi avisado por ninguém dessa reunião.
Os babalaôs receitaram oferendas eficazes, mas
Nenhum dos consulentes fez o ebó determinado.

Xangô, porém, sabendo que fora menosprezado pelos outros “odus”
E informado da fórmula prescrita pelo oráculo,
Correu a preparar sozinho aquele ebó que os adivinhos pediram,
Arriscando-se muito para realizar tal tarefa.

Cinco dias depois desses acontecido,
Os quinze “odus” foram à casa de Olofim-Olodumare
E novamente não avisaram Xangô da visita,
Porque o consideravam pobre e dele se envergonhavam.

Os quinze “odus” saíram satisfeitos da casa de Olofim.
Então quando já iam embora, Olofim os chamou
e a cada um deu uma abóbora.
Os quinze “Odus “ para não parecerem indelicados,
Aceitaram os presentes e se foram.

No caminho, sentiram fome e se lembraram de Xangô.
Rumaram para sua casa, que era perto de onde estavam.
Lá chegando, um deles cumprimentou Xangô, dizendo:
“ Obará Meji “ como vais de saúde ??
O que tens aí para comer, para mim e meus companheiros ?
Todos estavam famintos, pois nada comeram na casa de Olofim.

Xangô os recebeu muito cordialmente,
E os quinze “odus “ foram logo entrando e se servindo.
Enquanto eles comiam o que havia na casa,
A mulher de Xangô foi ao mercado
E trouxe muitos cestos de comida.

Assim, os quinze “odus“ comeram até se fartar
E após a refeição deitaram-se em esteiras para a sesta.
No fim da tarde,quando foram embora,
Deixaram as abóboras pela boa recepção.
Mais tarde quando Xangô sentiu fome,
Sua mulher o repreendeu por sua generosidade extremada.
Tudo o que havia de comer fora dado aos “odus“
E nem sequer o trataram com a camaradagem dos colegas.
E não por não ter mais o que comer,
Xangô abriu uma das abóboras com a faca
E descobriu que dentro havia muitas pedras preciosas.

Xangô correu todo alegre e ansioso para mostrar aquelas pedras
A um comerciante de jóias que as examinou atentamente e disse
Tratar-se de brilhantes e outras pedras preciossísimas, sim.
Xangô foi para casa e abriu cada uma das abóboras
E cada uma continha um tesouro inimaginável.
Xangô tornou-se muito rico, o mais rico habitante do lugar.
Construiu um palácio e comprou cavalos das melhores raças.

Depois de um tempo, os “odus” voltaram à casa de Olofim.
Xangô também se dirigiu à casa do grande rei e não foi só.
Foi acompanhado de grande comitiva e muita pompa.
Olofim, vendo todo aquele alvoroço de lacaios,
pajens e acompanhantes, quis saber quem vinha lá
com majestoso préstito.

Era Xangô, e ele era agora um homem rico, muito rico.
Os quinze “ odus “ estavam embasbacados com
a ostentação do “odu” pobre.
Olofim perguntou então aos quinze “ odus “
O que haviam feito das abóboras
E todos se apressaram em responder que
as tinham dado a Xangô.

Então Olofim disse que dentro de cada uma delas existia uma
Fortuna que ele pessoal e generosamente destinara a cada
Um de seus filhos, os odus, mas quisera a sorte
Que tudo fosse somente de Xangô, o odu Obará Meji.
Xangô era então mais rico do que qualquer um dos odus.

Xangô era então mais rico do que todos os odus juntos.
Os odus estavam inconsoláveis e pediram que Olofim
Fizesse justiça, queriam de volta as abóboras com suas heranças.
Para felicidade de Xangô a justiça já tinha sido feita
E foi este o veredicto final de Olofim.

UM FORTE ABRAÇO!

E MUITO AXÉ!!!!!!!!!

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Nota.: Mitologia dos Orixas
foto.: art afro-cubana - oxe Shango

enviada por Por Lenilson-Pai Lelê.

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